quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Escritoras Suicidas

Já no ar a mais recente edição. Confiram o meu conto. Elogios são bem vindos. (hehehehe)

http://www.escritorassuicidas.com.br/edicao44_2.htm#carlaluma44

quarta-feira, 8 de maio de 2013

sand time


sand time, upload feito originalmente por Fred Matos.

Vejam que foto linda.
Melhor ir na página do Flickr e aproveitar para visitar toda a bela galeria do meu querido poeta e fotógrafo Fred Matos.

sábado, 4 de maio de 2013

três meninas na beira do mar


três meninas na beira do mar, upload feito originalmente por Fred Matos.

vejam que foto mais linda

domingo, 21 de abril de 2013

sexta-feira, 9 de março de 2012

manhã


manhã, upload feito originalmente por Fred Matos.

olha que coisa mais linda

domingo, 29 de janeiro de 2012

0088/2012


0088/2012, upload feito originalmente por Fred Matos.

Cliquem na foto para ver no site de origem em tamanho maior.
Beijos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

0082/2012


0082/2012, upload feito originalmente por Fred Matos.

Vejam que coisa mais linda

domingo, 12 de dezembro de 2010

noturna


, upload feito originalmente por Fred Matos.

Vejam que coisa mais linda, meus amores.
Cliquem na foto e venham viajar nas imagens mais lindas que eu já vi.
Ótimo fim de domingo para everytodosvocês

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

night lights


night lights, upload feito originalmente por Fred Matos.

Vejam que coisa mais linda

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

fé


fé, upload feito originalmente por Fred Matos.

É de Oxum


É de Oxum, upload feito originalmente por Fred Matos.

Cliquem na foto e visitem o flickr do meu amigo Fred Matos: vocês não vão se arrepender.
Até mais, amores

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

zoom


zoom, upload feito originalmente por Fred Matos.

Vejam que foto mais linda, meus amores

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

luz do sol


luz do sol, upload feito originalmente por Fred Matos.

Vejam que coisa mais linda

Flickr

This is a test post from flickr, a fancy photo sharing thing.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Escritoras Suicidas - edição 42 - setembro/2010

no ar a edição 42 - setembro de 2010 - das Escritoras Suicidas, cujos temas são: masturbação, proposta e phoenix, na qual estou participando com três pequenos contos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Escritoras Suicidas - julho 2010

no ar a edição 41 - julho de 2010 - das Escritoras Suicidas, cujos temas são: memória de futebol, paródia e o beijo da mulher aranha, na qual estou participando com um poema e um conto.

sábado, 12 de junho de 2010

anticlímax

Coçou a cabeça e murmurou alguma coisa em uma língua secreta. Uma oração, talvez. Uma oração tão antiga quanto as cerimônias pagãs que remontam à pré-história das religiões. É a sua defesa contra o intruso, o desconhecido que pode invadir impetuosamente a nossa indiferença oferecendo a fantasia dos instintos liberados pela poesia, pela arte, estas atividades eróticas que substituem o amor convencional, o cotidiano ritual dos encontros e desencontros cuja função é nos manter ajuizadamente à margem de qualquer tentativa de arder.

Ajoelhou-se, me olhou como se eu fosse uma desconhecida e suplicou que nos tornássemos sensatos novamente.

Não faz mal, não tenha medo, uma das nossas molas se quebrou, mas não é uma desgraça, para tudo dá-se um jeito. É impossível irmos além. Já fomos longe demais. É suficiente permanecer no desejo de exceder sem, porém, ir até o fim, sem executar o passo final, fatal

Eu esperava algo assim, mas fiquei arrasada. Eu estava pronta para a aniquilação. Já não me satisfaz a ilusão da morte como se fôssemos personagens de um drama, de um filme, de algo que se sente intensamente, mas do qual escapamos aliviados quando fecha a cortina, quando a luz se apaga, quando o livro alcança o ponto final.

Talvez a morte seja apenas um mito, uma maneira natural e elegante do corpo enganar o tempo que o consome assumindo ou se convertendo em outra substância. O desconhecido me fascina.

Eu não chorei. Sorri cinicamente, como se tranqüilizada pelo anticlímax que se coaduna perfeitamente com a índole deste adorável covarde que, contudo, neste dia dos namorados, me trouxe flores, chocolates, uma garrafa de vinho e um livro com a Obra Poética Completa de Federico Garcia Lorca.

Carla Luma

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Escritoras Suicidas - maio 2010

já no ar a edição 40 - maio de 2010 - das Escritoras Suicidas, cujos temas são: um verso de Ana Cristina César - mesa de bar e jardineiro, flores, jardim, e na qual estou participando com um poema e dois contos.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pra não dizer que não falei em amor




O amor é um assunto no qual eu e Amália Malaquias, amiga já citada aqui em outros textos, discordamos frontalmente. Ela é uma romântica à antiga e acredita no amor. Um amor, segundo ela, que é um sentimento profundo, desprovido de qualquer condicionamento e interesse. Um amor que é feito de renúncia, de dar sem esperar nada em troca. .

Claro que ela não ama nem nunca amou assim e, quando eu a provoco pedindo que me cite um único caso onde sob a máscara da abnegação não se oculte o interesse próprio, só lhe ocorre falar do amor materno. Acontece é que também não existe amor materno. Existe, sim, instinto materno e tão forte que há milhares de casos documentados de filhotes adotados por mães de outra espécie animal. Há porquinhos amamentados por tigres, tigrinhos amamentados por cadelas, cãezinhos amamentados por gatas e outras tantas combinações, inclusive de animais de espécies que em situação natural resultaria em caça.

Nos mamíferos o instinto materno é conseqüência da ação da ocitocina, um hormônio produzido no cérebro durante a amamentação que estimula o hipocampo, uma região relacionada à memória e ao aprendizado e cujo resultado é produzir uma ligação quase indestrutível entre mãe e filho, criando um sentimento duradouro. O estímulo da ocitocina liberada na amamentação é tão poderoso que em experiência com animais de laboratório comprovou-se que as cobaias preferem amamentar os filhotes a tomar cocaína.

Neste ponto, Amália, que desdenha dos meus conhecimentos na área da química biológica, me interrompe para dizer que não tem importância alguma se o amor é conseqüência da atuação de um hormônio e que deve existir algum outro hormônio que estimule a eclosão do amor entre “uma mulher e um homem”. Pus entre aspas porque Amália só crê no amor heterossexual. Do ponto de vista biológico é possível que ela tenha razão neste aspecto, porque os feromônios sexuais atuam para possibilitar a reprodução sexual, em conformidade com o instinto de preservação da espécie, mas isso, então, seria negar a possibilidade de “amor” homossexual, porque nada indica que a natureza tenha criado mecanismos bioquímicos de atração entre indivíduos do mesmo sexo.

Justamente porque creio na possibilidade do “amor” homossexual, tanto quanto do amor heterossexual, é que não acredito no amor com as características que Amália atribui a este sentimento, pois tais características só são possíveis quando um estímulo bioquímico atua com força superior ao do instinto de auto-preservação e, além do instinto de preservação da espécie, apenas as drogas e certas doenças mentais, são capazes de levar uma pessoa à aniquilação, situação análoga ao do amor romântico no qual a minha amiga acredita.

Mas eu também creio no amor, uma outra espécie de amor, um amor que é dádiva da cultura, da arte, da imaginação humana, da fantasia, da poesia. Amor que é conseqüência do amor próprio, não em detrimento dele. Amor porque nos faz bem amar e sentirmo-nos amados. Amor de salvação, não amor de perdição.

Carla Luma